Janelice Alves 24 ago 2013 | 758 visitas

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Janelice Alves, 48 anos, nascida em Cidade Gaúcha/PR no ano de 1965, sempre esteve ligada com as atividades da Igreja. Vinda de uma família católica, Janelice, em sua juventude, fez parte de vários serviços pastorais. Foi dizimista e participou da pastoral do Canto Litúrgico, onde era salmista e tocava violão.

Mesmo habitando em Cidade Gaúcha, a paróquia que Jane fazia parte pertencia ao município de Nova Olímpia, também no Estado do Paraná. Anos mais tarde, casou-se nessa mesma igreja e se mudou para Salto, onde mora há 26 anos. Ficou casada por 9 anos, período em que teve seus dois filhos: Tatiane e Max.

Com a separação, veio uma época de muita dificuldade que fez com que Jane tivesse que vender sua casa e ir morar com sua mãe, com quem mora até hoje. Nesse período, pôde contar com o apoio da família e dos amigos, pois o fato de suas crianças ainda serem muito jovens, fazia com que ela fosse impossibilitada de trabalhar fora da cidade. Mas, nem por isso ela deixou de trabalhar. Vendia lingeries e roupas. “Meu ex-marido nunca ajudou em nada. Eu sempre tive que dar o meu jeito para poder educar e sustentar os meus filhos.” – disse.

Jane, sempre contou com a ajuda de seus amigos e de sua mãe, Jardelina, para o sustento de seus filhos. Porém, algo fez com que ela se sentisse totalmente arrasada e sem forças para lutar. Aos 14 anos, seu filho mais novo, Max, entrou no mundo das drogas. “No início da descoberta me senti arrasada e sem forças pra ajudá-lo, e o pior, muito deprimida e com vergonha de me abrir para os amigos. Num belo dia, fui convidada para participar de um grupo de alto-ajuda chamado Amor Exigente, há dez anos, onde até hoje participo. Isso me ajudou muito e me deu muita força para continuar lutando, até porque, os próprios coordenadores do grupo são pais que também possuem algum filho com dependência química. Eram testemunhos verídicos, onde você sofria e se emocionava ao mesmo tempo. Foi aí que me aproximei mais da Igreja e resolvi encarar de frente os problemas. Contei com a força e a oração dos parentes e amigos da comunidade, já que não tinha nem forças para rezar.” – disse emocionada.

Num dia de grande angústia, Jane, se trancou em seu quarto e começou a questionar ao Senhor: “por que comigo? Senti no meu coração que Ele respondia em silêncio: confia em mim! A partir daí, coloquei tudo em suas mãos e a vida começou a ter bons resultados. Hoje, não lamento mais. Voltei a sorrir e deixar de me culpar. Continuo amando muito o meu filho, e a agora muito mais, mesmo com as seqüelas e marcas deixadas pela droga. Toda essa força, consegui não pelos meus méritos, mas sim, pela presença de Deus em minha vida.” – disse.

Apesar do choque da separação e das dificuldades presentes em sua vida, Jane, sempre esteve cercada de bons amigos que lhe mostravam o lado bom da vida e com um sorriso no rosto, lhe transmitiam esperança, conforto, carinho, apoio moral e sentimental. Foi por intermédio de sua amiga Lydia, que ela começou a freqüentar um grupo de oração, o que a faz deixar mais próxima de Deus.

Não demorou muito para Jane realmente tomar gosto pela coisa, e se tornar catequista. Durante 9 anos, foi catequista de crisma e hoje, com muito orgulho, faz parte da pastoral da Liturgia de nossa paróquia.

 Que Deus abençoe você e sua família!
Fraternalmente,
Vítor Zaninelo Inácio
vitor.zaninelo@gmail.com

 

 

1 – Nome completo
Janelice Alves

2 – Data de nascimento/idade
05.01.1965 – 48 anos

3 – Cidade natal
Cidade Gaúcha/PR

4 – Profissão
Empregada doméstica.

5 – Música/banda favorita
Paula Fernandes

6 – Costuma ler? O quê?
Apesar da falta de tempo no meu dia-a-dia, gosto muito de ler, em especial a Bíblia Sagrada.

7 – Hobby
Adoro dançar e curtir com os amigos.

8 – Uma viagem/lugar inesquecível
Santa Catarina, onde conheci praias e lugares belíssimos na companhia de amigos inesquecíveis.

9 – Prato preferido
Com excessão do feijão, gosto de tudo.

10 – Como, quando e onde foi o dia mais feliz da sua vida?
Eu procuro fazer de todos os dias o mais feliz da minha vida.

11 – O que não vivo sem?
Deus.

12 – Você se considera uma pessoa especial? Por quê?
Considero que todas as pessoas são especiais diante de Deus, mesmo com suas qualidades e defeitos.

13 – Um ídolo.
Minha mãe (dona Jardelina)

14 – Qual seu maior sonho?
Ter minha casa própria e ver o meu filho recuperado.

15 – Como e quando chegou a paróquia?
Eu, e toda a minha família, sempre participamos da igreja. Quando jovem, participei de várias atividades, como por exemplo, fui dizimista, participei da Pastoral do Canto Litúrgico e até tocava violão. Aqui na cidade de Salto, comecei fazendo parte de grupo de oração, graças à intervenção da minha amiga Lydia, que na época em que mais precisei, sempre esteve presente. Foram gestos de carinho, apoio moral e sentimental que jamais vou esquecer. Depois, fui catequista de jovens, na pastoral do crisma, por 9 anos. Hoje, faço parte da equipe da pastoral Litúrgica, com muito orgulho. Tem um ditado popular que diz o seguinte: “Se você não procura a Deus pelo amor, procura pela dor.” No meu caso foi pela dor. Sei que não devia ser assim, mas, no meu caso, essa maior aproximação com a igreja e o apoio dos amigos me deu muita força pra superar os meus problemas.

16 – Participa de alguma pastoral? Qual?
Atualmente participo da pastoral Litúrgica, mas já participei da pastoral do Canto Litúrgico, Crisma, Dízimo, além de fazer parte de grupo de oração.

17 – Um defeito e uma qualidade.
Defeito: me considerar uma pessoa auto-suficiente. Na maioria das vezes, prefiro fazer tudo sozinha.
Qualidade: me comovo com o sofrimento do outro e me proponho sempre em ajudar.

18 – Um momento da sua vida em que sentiu forte a presença de Deus.
Foi quando meu filho mais novo (Max), aos 14 anos, entrou no mundo das drogas. Até hoje luto com esse problema. No início da descoberta me senti arrasada e sem forças pra ajudá-lo, e o pior, muito deprimida e com vergonha de me abrir para os amigos. Num belo dia, fui convidada para participar de um grupo de alto-ajuda chamado Amor Exigente, há dez anos, onde até hoje participo. Isso me ajudou muito e me deu muita força para continuar lutando, até porque, os próprios coordenadores do grupo são pais que também possuem algum filho com dependência química. Eram testemunhos verídicos, onde você sofria e se emocionava ao mesmo tempo. Foi aí que me aproximei mais da Igreja e resolvi encarar de frente os problemas. Contei com a força e a oração dos parentes e amigos da comunidade, já que não tinha nem forças para rezar. Num dia de grande desespero, me tranquei em meu quarto e chorando, questionava ao Senhor: por que comigo? Senti no meu que Ele respondia em silêncio: confia em mim. A partir daí, coloquei tudo em suas mãos e a vida começou a ter bons resultados. Hoje, não lamento mais. Voltei a sorrir e deixar de me culpar. Continuo amando muito o meu filho, e a agora muito mais, mesmo com as seqüelas e marcas deixadas pela droga. Toda essa força, consegui não pelos meus méritos, mas sim, pela presença de Deus em minha vida.

19 – O que não suporta?
Mentira, falsidade e os desmandos da política nacional.

20 – Contra ou a favor ao aborto?
Contra, ainda mais sabendo que a vida se inicia a partir do momento da concepção.

21 – Um pouco mais sobre você…
Sou uma pessoa doida, louca, atrapalhada, (risos…) mas que ao mesmo tempo, tenho as minhas responsabilidades. Adoro dançar e curtir com os meus amigos.

O Peregrino

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